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A Indisciplina é Contra-Revolucionária


NO FINAL DO ANO PASSADO FIZ UMA LEITURA QUE ME DEIXOU MUITO SENSIBILIZADA E QUE ACREDITO DEVA SER LEITURA OBRIGATÓRIA PARA TODOS AQUELES QUE ALMEJAM UMA SOCIEDADE TRANSFORMADA, PARA TODOS AQUELES QUE BUSCAM A MUDANÇA... O NOME DO LIVRO É A MÃE E O SEU AUTOR É MAXIMO GORKI

          

O romance Mãe é considerado um dos trabalhos mais importantes do escritor revolucionário russo Máximo Gorki. Escrito em 1907, quanto o autor encontrava-se refugiado em Staten Island com sua mulher, o romance começa descrevendo os hábitos e a vida das pessoas num típico bairro operário russo, para logo depois se dedicar à história de uma das famílias.
Logo nos primeiros capítulos do romance o chefe da família, Mikhail Vlassov morre, deixando Peláguea Nilovna viúva e o jovem Pavel órfão. Sua morte, no entanto, não causa grande comoção entre os familiares e nem mesmo entre os vizinhos e companheiros do bairro onde morava, uma vez que o velho tinha hábitos rudes e grotescos, principalmente com Peláguea e Pavel, com quem não falava há mais de dois anos. “(...) Mikhail Vlassov, serralheiro, cabeludo, sóbrio, que, com seus olhos pequenos, sob grossas sobrancelhas, olhava com desconfiança e escárnio. O melhor serralheiro da fábrica e o mais forte e temido do bairro operário, era grosseiro com seus superiores e, por isso, ganhava pouco; aos feriados sempre surrava alguém e todos o temiam e detestavam”.
Livre dos pesadelos da vida doméstica com seu marido, Peláguea Nilovna passa a observar melhor o comportamento de seu filho Pavel. Logo percebe que seus hábitos não são iguais aos dos outros jovens do bairro, que não freqüenta as festas nem consome álcool em demasia, mas mesmo assim permanece um grande tempo fora de casa. A mãe chega a formular diversas hipóteses para justificar a ausência constante do filho, porém descarta todas elas. Certo dia, após o jantar, Pavel encosta-se num canto e sob a luz do lampião começa a ler um livro, a mãe se aproxima dele em silêncio, e então o filho revela: “Estou lendo livros proibidos. São proibidos, porque dizem a verdade sobre nossas vidas de operários...”. Subitamente a mãe sente um aperto no coração e então Pavel explica-lhe pacientemente tudo o que já havia aprendido sobre a vida dos operários e diz-lhe que em breve alguns de seus amigos da cidade virão até a casa, para que se realize uma reunião.
A partir daí, passam a ser realizadas reuniões constantes na casa de Pavel, que no início causam grande temor a mãe, que com o passar do tempo acalma-se e passa a sentir uma grande simpatia pelos companheiros de seu filho. O grupo organizado por Pavel passa a atuar nas fábricas do bairro, são distribuídos panfletos e chegam até mesmo a organizar uma greve. Tudo isso, numa época em que a repressão do governo czarista era enorme. Por essas ocasiões, Pavel chegou a ser preso, porém não demorou muito a ser solto novamente. Durante o tempo de retenção de seu filho, Nilovna passou a cooperar mais ativamente com o grupo de jovens que se organizava no bairro, tendo inclusive, disfarçada de vendedora de comida, infiltrado diversas edições de panfletos nas fábricas, passando com muita esperteza e facilidade pela vigilância dos guardas e patrões.
Às vésperas da manifestação do 1º de Maio de 1902 na Rússia, um acontecimento real retratado no livro, a mãe já havia adquirido uma compreensão sobre a importância da atividade do filho, chegando a ajudar nos preparativos para a manifestação no bairro, que contou com panfletos e cartazes, e também uma boa organização para escapar da vigilância da polícia czarista. “Os manifestos, conclamando os operários a festejar o Primeiro de Maio, eram pregados nos muros e paredes todas as noites; apareciam, até, na porta da delegacia, e eram encontrados, diariamente, na fábrica. Todas as manhãs, policiais, enfurecidos, percorriam o bairro, arrancando e raspando os cartazes roxos das paredes, mas, à hora do almoço, eles voltavam a voar pelas ruas, caindo aos pés dos transeuntes”.
A manifestação do Primeiro de Maio foi um sucesso no bairro, reunindo uma multidão de operários, sob o comando do grupo de Pavel, que foi um dos líderes que mais se destacou. Nesse momento, o grupo se identifica pela primeira vez no livro como integrante do Partido Operário Social Democrata Russo.
Com o avanço da passeata, em determinada rua do bairro ela se encontra com um batalhão de policiais, mas não deixa de avançar. Aos poucos a multidão começa a se dispersar, mas os líderes da manifestação seguem em frente até entrar em choque com a polícia. Resulta do confronto a prisão de Pavel e todos os seus companheiros, incluindo o ucraniano Andrei, que há algum tempo estava morando em sua casa e havia adquirido uma grande amizade com a mãe. À prisão seguiu-se um ato de protesto em que Nilovna tomou parte principal discursando não apenas em favor de seu filho, mas demonstrando já um conhecimento da causa a que ele servia.
Temerosos de que houvessem retaliações à mãe de Pavel, que encontrava-se sozinha em casa depois de sua prisão, seus companheiros do partido levaram Paláguea para morar na cidade, pois a polícia já havia invadido e revistado sua casa em duas ocasiões anteriores e desta vez ela mesma poderia ser levada presa.
A partir daí então, a mãe foi morar na casa de um militante chamado Nicolai, passando a trabalhar cada vez mais pelo partido, sendo responsável principalmente pelo transporte de jornais, panfletos e manifestos, principalmente para os camponeses, tornando-se com o passar do tempo, uma verdadeira militante.
A obra retrata com fidelidade a agitação social em que a Rússia estava submersa no começo do século, o inicio do movimento político no bairro operário, de uma forma que apenas um profundo conhecedor da cultura, dos falares, das gírias e costumes do povo russo, como Gorki, poderia realizar, fazendo despertar um profundo entusiasmo através da história da vida de Pelaguéa Nilovna, a Mãe.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 08h22
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ABAIXO VAI UMA DESCRIÇÃO SOBRE GORKY...

MÁXIMO GORKI (1868-1936)


Máximo Gorki (gorki em russo significa amargo) foi o pseudônimo de Aleksei Maksímovich Peshcov, que nasceu em uma pequeno lugarejo do interior da Rússia, rebatizado como Gorki, em 1932, por ordens de Stálin. O escritor estava então no apogeu de sua glória literária. Contudo, para chegar a esta posição, Gorki passara por um conjunto de experiências humanas de alta dramaticidade. Filho de uma família muita humilde, ficou órfão aos sete anos e, a partir daí, foi obrigado a trabalhar para prover o próprio sustento. Exerceu vários ofícios, atravessando a vasta região do Volga em busca de oportunidades. Desenvolveu uma espécie de espírito de andarilho, em que a curiosidade e a simpatia pela humanidade sofredora lhe permitiu a sobrevivência psicológica em meio a tantas dificuldades. Com isso adquiriu também um notável conhecimento das camadas populares russas, conhecimento que seria usado mais tarde na criação dos principais protagonistas de seus contos e romances.

Ao mesmo tempo em que vagava pelo imenso país, Gorki revelava grande interesse pela leitura, tornando-se um autodidata, isto é, um jovem de surpreendente cultura, apesar de ter freqüentado a escola primária somente por uns poucos meses. Sua inteligência, contudo, não impediu que atormentado pela luta da sobrevivência, pela infelicidade pessoal e pela solidão, tentasse o suicídio. A literatura, no entanto, o salvou. Pôs-se a escrever obsessivamente, e seus primeiros contos foram publicados a partir da década de 1890, obtendo grande repercussão. Sobre esta época de sua vida, deixou um comovente texto de memórias que é a sua obra-prima: Ganhando meu pão. Suas memórias continuaram em Minhas universidades, igualmente fascinantes, mas sem a mesma beleza poética do primeiro livro.

Logo a seguir, Gorki aderiu ao marxismo e militou em inúmeros grupos revolucionários. Em 1905, após o fracasso da primeira revolução que pretendia derrubar o Czar, acabou preso. No ano seguinte, porém, sob fortíssima pressão da comunidade internacional, as autoridades russas foram obrigadas a libertá-lo. Gorki viajou então para a Itália, onde morou até o triunfo da Revolução Soviética, em 1917. Apesar de sua amizade com Lênin, o escritor só retornou definitivamente à Rússia em 1928, transformando-se de imediato na maior figura literária do regime comunista. Sua morte, ocorrida em 1936, despertou suspeitas de envenenamento que nunca foram confirmadas.

A obra de Gorki centra-se no submundo russo. O ficcionista registrou com vigor e emoção personagens que integravam as classes excluídas: operários, vagabundos, prostitutas, gente humilde, homens e mulheres do povo. Autores realistas e naturalistas já tinham incorporado estes setores sociais à literatura, mas olhavam para os pobres de fora, apenas com piedade ou com frieza. Gorki, ao contrário, conhecia aquele universo por dentro – ele próprio era um desses desvalidos – e soube captar o que havia de mais profundo na alma do povo russo. Daí a impressão de autenticidade que suas obras nos transmitem. De certa forma, ele foi o criador da chamada literatura proletária que teve seguidores no mundo inteiro, em especial na primeira metade do século XX. ( Fonte: educaterra.com.br)



Escrito por sem_perder_a_ternura às 08h22
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BEM,pediram pra eu citar as fontes de onde saem tudo isso que escrevo aqui!!!
Alexandre, principalmente pra ti: muitas coisas recebo por e-mail, outras baixo na própria net em blogs de conhecidos, mas tem por aí algumas comunidades no orkut que contribuem pra isso, além da wikipedia a enciclopédia comunitária....

Escrito por sem_perder_a_ternura às 07h57
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"A humanidade sempre conviveu com tiranias, alguns pareceram que durariam pra sempre, mas sempre passaram, sempre. No fim só sobrevive o que é fundamentado na verdade e não há verdade sem liberdade!"

 

 

 

 

PANCHO VILLA
Militar e revolucionário mexicano (1877-1923).
Doroteo Arango é um dos principais nomes da Revolução Mexicana, parte do processo de consolidação política do México. Nasce próximo à cidade de San Juan del Río. Aos 16 anos, é acusado de matar um rico fazendeiro e alista-se no Exército para fugir às perseguições da Justiça. Em 1910, como chefe de guarnição, junta-se a Francisco Madero no combate à ditadura de Porfirio Díaz. Vitoriosos, Madero é eleito presidente e assume o governo no ano seguinte. Em 1912, o general Victoriano Huerta, que logo depois tomaria o lugar do presidente, condena Villa à morte por insubordinação. Auxiliado por Madero, Villa consegue refugiar-se nos Estados Unidos. Com a morte de Madero e a instauração da ditadura de Huerta, volta ao México e integra as forças de Venustiano Carranza, que se opunha ao novo ditador. Espalhados por todo o país, combatem contra Huerta, Pancho Villa, Venustiano Carranza, Álvaro Obregón e Emiliano Zapata . Durante a guerra civil que se instala, Villa comanda a cavalaria com 40 mil homens, que tem papel fundamental na vitória sobre Huerta. Carranza assume o poder, mas se desentende com Villa, que volta à luta e domina o norte do país. Em 1916, o governo mexicano pede ajuda aos Estados Unidos e uma força expedicionária norte-americana tenta capturá-lo, sem sucesso. Quando Carranza é deposto, em 1920, Villa passa a morar no interior do país como fazendeiro, mas morre logo depois, vítima de uma emboscada.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 20h00
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EMILIANO ZAPATA
Revolucionário mexicano (1880-1919).
Um dos principais líderes da Revolução Mexicana, a primeira revolução popular do século XX. Nasce em Anencuilio, Morelos. Filho de índios, inicia-se desde cedo na militância política. Assume a liderança do movimento dos camponeses índios pela reforma agrária no país e em 1910 forma um Exército. Promove operações de guerrilha contra os proprietários das fazendas de açúcar dos Estados de Guerrero e Morelos. Conquista todo o sul do México , pregando a rebelião contra Porfirio Díaz e os grandes proprietários. Aliado a Pancho Villa, volta-se sucessivamente contra os presidentes Francisco Madero, Victoriano Huerta e Venustiano Carranza, que haviam chegado ao poder com a ajuda de Zapata, mas fracassaram na prometida realização da reforma agrária.
Com a cabeça a prêmio, Zapata acaba sendo assassinado por um adepto de Carranza.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h59
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AUGUSTO CÉSAR SANDINO
Guerrilheiro nicaragüense (1895-1934).
Filho de camponeses, começa a trabalhar desde jovem, colhendo café, para ajudar sua mãe.
Em 1909, começam várias intromissões dos EUA na Nicarágua. Aos 17 anos Sandino se impressiona ao ver a morte do patriota Benjamín Zeledón que lutava contras os EUA.
Em 1916 Sandino começa a viajar por vários lugares a procura de emprego. Por volta de 1923 ele encontra um no México.
Mas, voltaria a Nicarágua em 1926 para lutar contra tropas norte-americanas. Faz alianças com trabalhadores nicaragüenses e pega em armas.
Luta junto dos trabalhadores, com a ajuda de prostitutas para conseguir armas e munição e impede a penetração de tropas estadunidenses em vários pontos de desembarque na Nicarágua.
Em 1927 inicia a guerra de guerrilhas, lutando contra os que estavam do lado dos norte-americanos e contra os traidores da pátria.
Em 1933, depois de anos de luta, triunfa a causa sandinista. As tropas norte-americanas se retiram do território nicaragüense. Sacasa assume a presidência e Somoza a chefatura da Guarda Nacional. Sandino viaja pra Manágua e firma um tratado de paz.
Em fevereiro de 1934 é traído, capturado e assassinado por ordem de Somoza.
Seu exemplo influenciou a FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional), um exército com influência socialista que em 1979 derruba a ditadura dos Somoza e toma o poder.

 




Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h56
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CHE GUEVARA
1928- Nasce, no dia 14 de junho, Ernesto ''Che'' Guevara de La Serna, na cidade de Rosário, Argentina. Filho de Ernesto Guevara Lynch e Célia de La Serna.
1933- A família guevara muda-se para a cidade de Alta Garcia, onde permanece até Che completar 16 anos de idade. Inicia aulas de natação e outros esportes para superar as crises da asma.
1945- Termina os estudos secundários e muda-se, com a família, para Buenos Aires. Matricula-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires. Che Guevara se sobressai como um bom estudante. Interessa-se por pesquisas, tanto em medicina como na política.
1946- Aproveita o período de férias universitárias para fazer um passeio de bicicleta pela Argentina. Percorre 4.700 km, visitando o interior do país. Seus primeiros textos de pensamentos foram escritos nesta viagem.
1948- Incorpora-se num navio para descarregar petróleo, no Sul do país. Apesar dos ataques de asma, viaja muito e se interessa cada vez mais pela vida política de seu país.
1952- Já formado médico, Che Guevara vem ao Brasil pela primeira vez, mas seu destino é a Guatemala.
1953- Conclui o doutorado em Medicina, especializou-se em doenças alérgicas. Desembarca na Guatemala, em 24 de dezembro, acompanhado de Ricardo Rojo(autor do livro Meu Amigo Che) e o Dr. Eduardo Garcia, também exilado argentino.
1954- Um golpe militar organizado pelo Estados Unidos, Derruba o governo da Guatemala e Che é obrigado a sair do país, pois trabalhava para o governo popular derrubado. Muda-se para o México, onde conhece a peruana Hilda Gadea Acosta, que se torna sua companheira e com quem tem uma filha: Hilda.
1955- Encontra-se, com Fidel Castro e decide participar do movimento revolucionário de cuba que visa derrubar o governo do ditador Fugênico Batista.
1956- No dia 25 de novembro Che parte junto no iate Granma para Cuba. No iate estão Fidel Castro e dezenas de revolucionários.
1956/58- Participa da guerra popular que se desenvolve em todo país contra a ditadura de Fugênico Batista. O movimento armado iniciou na Sierra Maestra, mas se alastra por todo o país, com ampla participação popular. A liderança do processo revolucionário estava organizada pelo movimento de 26 de julho. E havia também a participação do Partido socialista cubano(fundado por José Martí) e pela Frente Estudantil Revolucionária. Che, que havia sido recrutado para ser médico, vai se destacando nas atividades e se transforma em comandante, sendo responsável pela coluna que tomou Santa Clara(uma das principais cidades do país).
1959- Triunfo da revolução cubana. O ditador Fugênico Batista foge do país, e iniciam-se as transformações sociais em Cuba, com a reforma agrária, a reforma urbana, etc... Che participa do novo governo, ocupando cargos como Ministério de Indústria e Comércio, Presidente do Banco Central, etc...
1960/64- Participa ativamente do processo de construção do socialismo em Cuba. Ocupa diversos cargos públicos. E defende sobretudo a idéia dos mutirões populares, e do trabalho voluntário como forma de resolver rapidamente os principais problemas do povo cubano. Assim, participa de mutirões de construção de casas populares, de escolas, mutirões de colheita de cana, etc...
1964- Teve enorme repercussão internacional a participação de Che na Plenária da ONU, fazendo um discurso anti-imperialista e de apoio à luta do Vietnã.
1965- Renuncia a todos os cargos no governo de Cuba. Parte com um grupo de revolucionários cubanos, para o Congo, para ajudar o movimento revolucionário daquele país, onde a ditadura imposta pelos Estados Unidos, recém havia assassinado Patrício Lumumba, o principal dirigente daquele país. A correlação de forças era muito inferior, e Che regressa para a América Latina. (Os revolucionários do Congo seguiram sua luta, mas somente agora, depois de 30 anos conseguiram derrubar o Ditador Zaire, e implantaram uma democracia popular).
1966- Parte para a Bolívia para incorpora-se ao movimento revolucionário.
1967- No dia 8 de outubro é preso no povoado de La Higuera, interior da Bolívia, e em seguida, por ordens da CIA, fuzilado friamente no interior de uma pequena escola rural.Tinha 39 anos!



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h54
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FIDEL CASTRO
Político cubano (1926-).
Lidera a Revolução Cubana em 1959 e, desde então, governa o país. Filho de um rico fazendeiro espanhol, Fidel estuda Direito e começa a se destacar na política em manifestações contra o ditador Fulgêncio Batista. Como advogado, defende gratuitamente camponeses, operários e prisioneiros políticos. É preso em 1953, depois de uma tentativa de golpe, e condenado a 15 anos de prisão. Anistiado em 1958, vai para o México onde arquiteta um novo golpe contra Batista. Volta a Cuba e instala um quartel rebelde em Sierra Maestra. Em dois dias de luta contra o exército, derruba o governo e toma o poder. Grande orador, ganha apoio da população insatisfeita com o ditador.
Inicialmente sem clara definição ideológica, o movimento rebelde era famoso simplesmente por querer derrubar a ditadura de Batista. À medida que seu governo toma rumo socialista, com grande influência do argentino marxista Che Guevara, Fidel se opõe também aos Estados Unidos, que decretam o bloqueio comercial ao país em 1960 e rompem relações diplomáticas em 1961. Isolada do Ocidente, Cuba passa a depender economicamente da União Soviética e transforma-se definitivamente em um país de regime socialista.
Com o colapso da União Soviética, Fidel admite a necessidade de reformar a economia cubana, devastada por uma longa e persistente crise, e adota procedimentos clássicos de regimes capitalistas, especialmente a formação de joint ventures com empresas estrangeiras. Mesmo assim, declara à imprensa em dezembro de 1994 que não pretende transformar Cuba numa democracia de estilo ocidental



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h52
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"É preciso sonhar mas com a condição de crer em nosso sonho, de observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos, acredite neles."

(Lenin)



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h51
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KARL MARX
Filósofo alemão (1818-1883).
Criador das teorias do materialismo histórico e da luta de classes. De origem judaica, nasce em Trier, e estuda Filosofia nas universidades de Berlim e Iena. Em 1842, assume a chefia da redação do jornal Rheinische Zeitung, em Colônia, onde escreve artigos radicais em defesa da democracia. Muda-se para Paris dois anos depois e conhece Friedrich Engels, a quem se associa até o fim da vida. Em 1848, ano das revoluções populares na França e na Alemanha, publica o Manifesto Comunista, escrito em parceria com Engels. Afirma que a solidariedade internacional dos trabalhadores em busca de sua emancipação deve superar o poder dos Estados nacionais. Prega uma revolução internacional que derrube a burguesia e o capitalismo e implante o comunismo – uma sociedade sem classes. Expulso de Paris, fixa residência em Londres, onde passa a estudar História e Economia na Biblioteca do British Museum. Escreve artigos para a imprensa e vive precariamente, sempre ajudado por Engels. Em 1864, colabora na fundação do movimento pró-socialista 1ª Internacional, a Associação Internacional dos Operários. Participa também da fundação do Partido Social-Democrático alemão – proscrito em 1875. Em 1867, sai o primeiro volume de sua obra mais importante, O Capital. Nela, expõe os principais conceitos do que ficou conhecido como marxismo: as teorias do valor, da mais-valia e da acumulação do capital. Os volumes seguintes de O Capital só são conhecidos depois de sua morte no exílio em Londres.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h49
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FRIEDRICH ENGELS
Filósofo e socialista alemão (1820-1895).
Principal colaborador de Karl Marx na elaboração das teorias do materialismo histórico. Filho de um rico industrial de Barmen, Alemanha.
Na juventude fica impressionado com a miséria em que vivem os trabalhadores das fábricas de sua família. Ainda estudante, adere às idéias de esquerda e se aproxima de Marx. Assume por alguns anos a direção de uma das fábricas do pai, em Manchester, e suas observações nesse período formam a base de uma de suas obras principais: A Situação das Classes Trabalhadoras na Inglaterra, publicada em 1845. Muitos de seus trabalhos posteriores são produzidos em colaboração com Marx, embora escreva sozinho algumas das obras mais importantes do que viria a se chamar de teoria marxista. Entre elas estão A Evolução do Socialismo de Utopia a Ciência (1882), A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1884), Anti-Duhring (1892), Revoltas Camponesas na Alemanha (1926), Revolução e Contra-Revolução na Alemanha (1933) e Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Alemã (1934).



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h48
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LEON TROTSKY
Nome pelo qual é conhecido o revolucionário e teórico russo Lev Davidovitch Bronstein (1879-1940).
Nascido na Ucrânia numa família de agricultores judeus, combate o regime czarista desde os 17 anos. Preso e deportado para a Sibéria, consegue fugir e exila-se até 1905, quando retorna para a primeira revolta contra a monarquia. Preside o soviete de Petrogrado até a derrota da Revolução de 1905, em dezembro. Novamente deportado, foge da Sibéria, em 1907, e fica no exílio até março de 1917. De volta à Rússia, reassume o soviete de Petrogrado. Com a vitória bolchevique em outubro, torna-se comissário das Relações Exteriores e assina acordo de paz com a Alemanha. Em 1918, como comissário da Guerra, organiza o Exército Vermelho na guerra civil com os contra-revolucionários. Com a morte de Lenin em 1924, disputa o poder com Josef Stalin. Perde e é expulso do Partido Comunista, em 1927. É deportado para a Turquia em 1929. Passa por vários países até chegar ao México, em 1937, onde é assassinado em agosto de 1940 pelo agente stalinista Ramón Mercader.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h44
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LENIN
Estadista e revolucionário russo (1870-1924).
Líder da Revolução Russa, criador da União Soviética. Seu verdadeiro nome é Vladimir Ilitch Ulianov. Filho de um professor, nasce em Simbirsk, atual Ulianovsk. Começa a estudar Direito na Universidade de Kazan em 1887 e logo é expulso acusado de agitação política. Naquele ano, um de seus irmãos é enforcado por conspirar contra o czar Alexandre III.
Retira-se para a casa de seu avô e estuda marxismo. Volta à universidade e se forma em 1891. Muda-se, em 1893, para São Petersburgo, onde se dedica à propaganda comunista nos bairros operários. Preso e deportado para a Sibéria , lá permanece até 1900. Parte para a Suíça e lança o jornal Iskra (A Centelha) em 1901. Nele, passa a usar o pseudônimo Lenin.
É um dos fundadores do Partido Operário Social-Democrata Russo. Torna-se, em 1903, o principal líder dos bolcheviques, a ala do partido que defende a aliança operário-camponesa para tomada do poder. A Revolução de 1905 leva o czar a instalar uma versão limitada de monarquia constitucional. Mas Lenin vê-se obrigado a se exilar na França e na Suíça, continuando a propaganda contra o czarismo. Em 1912, ainda no exílio, dirige a criação do jornal clandestino Pravda (A Verdade) em São Petersburgo. Em 1916, escreve O Imperialismo, Etapa Superior do Capitalismo. Para ele, os países industrializados mantêm-se em permanente expansão econômica. Já os atrasados, fornecedores de matéria-prima, estão condenados à dependência eterna em relação aos primeiros.
Quando o czar Nicolau II é deposto em fevereiro de 1917, Lenin está em Zurique. Sua volta à Rússia é ajudada pelos alemães. Em outubro, dirige o golpe bolchevista e instala o Estado soviético. Em O Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo (1920), critica as deformações de comportamento na militância. Em 1921, introduz a Nova Política Econômica, vista pelos adversários como um retorno ao capitalismo. Em 1923, sofre um derrame do qual nunca se recuperou totalmente. Morre no ano seguinte. Seu corpo, embalsamado, permanece em exposição num mausoléu perto do Kremlin, em Moscou.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h42
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JÁ QUE O ASSUNTO DO MOMENTO É O DIA DA CONSCIENCIA NEGRA!!!

"O único modo de encontrarmos liberdade para nós é nos identificarmos com os povos oprimidos do mundo. Somos irmãos de sangue dos povos do Brasil, Venezuela e Cuba."

                                                (Malcolm X)

Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h39
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MUMIA ABU-JAMAL
Quem é Mumia Abu-Jamal?
Hoje, tomar partido pela justiça e contra o racismo é tratar do caso de Mumia Abu-Jamal.
O que está em jogo?
Em 1995, Mumia Abu-Jamal estava a dez dias da execução, quando um clamor mundial forçou o governo norte-americano a voltar atrás e conceder uma suspensão da execução. Mesmo assim, Mumia permanece sob ordem judicial de execução e o resultado final depende de nossas ações.
No século 20, em apenas duas ocasiões, ocorreram execuções judiciais de dissidentes políticos nos Estados Unidos. A última delas foi há 40anos atrás com os Rosenbergs. E o governo não ousou levar adiante a execução legal de um importante revolucionário negro desde os tempos da escravidão. Deixá-los levar adiante tal ato em nossos dias levaria uma mensagem influente e deprimente à sociedade. Afetaria o clima político dos próximos anos. O caso de Mumia Abu-Jamal concentra questões referentes à criminalização dos negros, da supressão da divergência de opiniões, da expansão da pena de morte, da supressão dos direitos dos acusados e uma atmosfera política baseada na culpa e na punição dos mais oprimidos.
A Conspiração
Mumia era um proeminente jornalista que liberava as ondas do rádio para as vozes raivosas e angustiadas dos oprimidos. Em represália, foi acusado injustamente pela polícia da Filadélfia por assassinato.
Em Dezembro de 1981, Mumia foi baleado por um policial da Filadélfia e quase morreu quando chegou à cena do espancamento do seu próprio irmão. O policial também foi baleado e morto e testemunhas viram dois homens fugindo do local. Ainda assim, quando a polícia chegou ao local, espancaram Mumia antes de levá-lo ao hospital. Quando descobriram que se tratava de um importante crítico do Departamento de Polícia, foi imediatamente acusado de assassinato.
O irmão de Mumia e testemunhas dos aconteceimentos foram posteriormente perseguidos e levados para fora da cidade. Nenhuma tentativa de identificação dos homens vistos fugindo do local do crime foi feita. E o policial morto tinha em seu poder a carteira de motorista de um terceiro homem. Mas era apenas Mumia que eles queriam. Quando as pessoas começaram a questionar as acusações contra Mumia, a polícia divulgou dois meses após o incidente a absurda estória de que Mumia havia confessado na emergência do hospital e que eles haviam simplesmente esquecido de mencionar este detalhe ou colocá-lo em seus relatórios. Os relatórios e o médico responsável pela emergência dizem que isso nunca ocorreu. Mumia foi posteriormente barrado da maior parte de seu próprio julgamento por protestar contra um incompetente advogado de defesa que havia sido indicado pela própria corte de justiça, que posteriormente foi excluido do foro.
Onze recusas prévias foram feitas para retirar quase todos os negros do júri. Evidências indispensáveis foram negadas à defesa, testemunhas foram intimidadas e o projétil fatal desapareceu dos arquivos da polícia. A motivação política da acusação tornou-se clara quando o promotor pediu a pena de morte lendo citações revolucionárias dos escritos políticos de Mumia. Num depoimento recente, uma testemunha de acusação do primeiro julgamento revelou que havia mentido sob coação da polícia. Em represália, ela foi presa no tribunal ao sair do assento de testemunhas de um antigo caso cujo mandado de segurança era de outro estado e do qual ela não sabia nada. Tudo isso acontece num cenário de um enorme escândalo policial na Filadélfia. Dezenas de pessoas foraa libertadas da prisão porque haviam sido originalmente condenadas em função de falsas evidências fabricadas pela polícia
A Política por trás disso
Mumia passou mais de 15 anos na prisão encarando a execução por um crime que não cometeu. Em 1995 foi posto em prisão disciplinar por ter escrito um livro, Live From Death Row (Ao Vivo do Corredor da Morte). O esquema policial para incriminar Mumia ocorre ao final dos turbulentos anos 60 e 70, quando o governo declarou guerra ao "Black Panther Party" (Partido dos Panteras Negras) e aos ativistas negros em geral.
Na Filadélfia, durante a administração do prefeito Frank Rizzo, muito disso concentrou-se na guerra entre a administração municipal e a militância do grupo MOVE. Uma guerra que culminou no ataque à bomba da polícia em 1985 à sede da MOVE quando 11 ocupantes foram mortos (incluindo 5 crianças) e no incêndio de 60 casas da vizinhança. Mumia havia exposto um ataque anterior da polícia contra a MOVE e permitido que os ativistas da MOVE apresentassem o seu lado da história no seu programa. Antes disso ele havia sido um membro fundador e Ministro da Informação do Partido dos Panteras Negras na Filadélfia. Quando os advogados de Mumia obtiveram cópias dos arquivos em seu nome no FBI, descobriram que ele estava sendo vigiado desde os 15 anos de idade!



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h38
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