Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, SAO MATEUS, Mulher



Histórico
 14/01/2007 a 20/01/2007
 12/11/2006 a 18/11/2006


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
  informações pra se pensar a respeito
 poesia popular


 
A Indisciplina é Contra-Revolucionária


 

 

 

"A humanidade sempre conviveu com tiranias, alguns pareceram que durariam pra sempre, mas sempre passaram, sempre. No fim só sobrevive o que é fundamentado na verdade e não há verdade sem liberdade!"

 

 

 

 

PANCHO VILLA
Militar e revolucionário mexicano (1877-1923).
Doroteo Arango é um dos principais nomes da Revolução Mexicana, parte do processo de consolidação política do México. Nasce próximo à cidade de San Juan del Río. Aos 16 anos, é acusado de matar um rico fazendeiro e alista-se no Exército para fugir às perseguições da Justiça. Em 1910, como chefe de guarnição, junta-se a Francisco Madero no combate à ditadura de Porfirio Díaz. Vitoriosos, Madero é eleito presidente e assume o governo no ano seguinte. Em 1912, o general Victoriano Huerta, que logo depois tomaria o lugar do presidente, condena Villa à morte por insubordinação. Auxiliado por Madero, Villa consegue refugiar-se nos Estados Unidos. Com a morte de Madero e a instauração da ditadura de Huerta, volta ao México e integra as forças de Venustiano Carranza, que se opunha ao novo ditador. Espalhados por todo o país, combatem contra Huerta, Pancho Villa, Venustiano Carranza, Álvaro Obregón e Emiliano Zapata . Durante a guerra civil que se instala, Villa comanda a cavalaria com 40 mil homens, que tem papel fundamental na vitória sobre Huerta. Carranza assume o poder, mas se desentende com Villa, que volta à luta e domina o norte do país. Em 1916, o governo mexicano pede ajuda aos Estados Unidos e uma força expedicionária norte-americana tenta capturá-lo, sem sucesso. Quando Carranza é deposto, em 1920, Villa passa a morar no interior do país como fazendeiro, mas morre logo depois, vítima de uma emboscada.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 20h00
[] [envie esta mensagem]



EMILIANO ZAPATA
Revolucionário mexicano (1880-1919).
Um dos principais líderes da Revolução Mexicana, a primeira revolução popular do século XX. Nasce em Anencuilio, Morelos. Filho de índios, inicia-se desde cedo na militância política. Assume a liderança do movimento dos camponeses índios pela reforma agrária no país e em 1910 forma um Exército. Promove operações de guerrilha contra os proprietários das fazendas de açúcar dos Estados de Guerrero e Morelos. Conquista todo o sul do México , pregando a rebelião contra Porfirio Díaz e os grandes proprietários. Aliado a Pancho Villa, volta-se sucessivamente contra os presidentes Francisco Madero, Victoriano Huerta e Venustiano Carranza, que haviam chegado ao poder com a ajuda de Zapata, mas fracassaram na prometida realização da reforma agrária.
Com a cabeça a prêmio, Zapata acaba sendo assassinado por um adepto de Carranza.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h59
[] [envie esta mensagem]



AUGUSTO CÉSAR SANDINO
Guerrilheiro nicaragüense (1895-1934).
Filho de camponeses, começa a trabalhar desde jovem, colhendo café, para ajudar sua mãe.
Em 1909, começam várias intromissões dos EUA na Nicarágua. Aos 17 anos Sandino se impressiona ao ver a morte do patriota Benjamín Zeledón que lutava contras os EUA.
Em 1916 Sandino começa a viajar por vários lugares a procura de emprego. Por volta de 1923 ele encontra um no México.
Mas, voltaria a Nicarágua em 1926 para lutar contra tropas norte-americanas. Faz alianças com trabalhadores nicaragüenses e pega em armas.
Luta junto dos trabalhadores, com a ajuda de prostitutas para conseguir armas e munição e impede a penetração de tropas estadunidenses em vários pontos de desembarque na Nicarágua.
Em 1927 inicia a guerra de guerrilhas, lutando contra os que estavam do lado dos norte-americanos e contra os traidores da pátria.
Em 1933, depois de anos de luta, triunfa a causa sandinista. As tropas norte-americanas se retiram do território nicaragüense. Sacasa assume a presidência e Somoza a chefatura da Guarda Nacional. Sandino viaja pra Manágua e firma um tratado de paz.
Em fevereiro de 1934 é traído, capturado e assassinado por ordem de Somoza.
Seu exemplo influenciou a FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional), um exército com influência socialista que em 1979 derruba a ditadura dos Somoza e toma o poder.

 




Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h56
[] [envie esta mensagem]



CHE GUEVARA
1928- Nasce, no dia 14 de junho, Ernesto ''Che'' Guevara de La Serna, na cidade de Rosário, Argentina. Filho de Ernesto Guevara Lynch e Célia de La Serna.
1933- A família guevara muda-se para a cidade de Alta Garcia, onde permanece até Che completar 16 anos de idade. Inicia aulas de natação e outros esportes para superar as crises da asma.
1945- Termina os estudos secundários e muda-se, com a família, para Buenos Aires. Matricula-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires. Che Guevara se sobressai como um bom estudante. Interessa-se por pesquisas, tanto em medicina como na política.
1946- Aproveita o período de férias universitárias para fazer um passeio de bicicleta pela Argentina. Percorre 4.700 km, visitando o interior do país. Seus primeiros textos de pensamentos foram escritos nesta viagem.
1948- Incorpora-se num navio para descarregar petróleo, no Sul do país. Apesar dos ataques de asma, viaja muito e se interessa cada vez mais pela vida política de seu país.
1952- Já formado médico, Che Guevara vem ao Brasil pela primeira vez, mas seu destino é a Guatemala.
1953- Conclui o doutorado em Medicina, especializou-se em doenças alérgicas. Desembarca na Guatemala, em 24 de dezembro, acompanhado de Ricardo Rojo(autor do livro Meu Amigo Che) e o Dr. Eduardo Garcia, também exilado argentino.
1954- Um golpe militar organizado pelo Estados Unidos, Derruba o governo da Guatemala e Che é obrigado a sair do país, pois trabalhava para o governo popular derrubado. Muda-se para o México, onde conhece a peruana Hilda Gadea Acosta, que se torna sua companheira e com quem tem uma filha: Hilda.
1955- Encontra-se, com Fidel Castro e decide participar do movimento revolucionário de cuba que visa derrubar o governo do ditador Fugênico Batista.
1956- No dia 25 de novembro Che parte junto no iate Granma para Cuba. No iate estão Fidel Castro e dezenas de revolucionários.
1956/58- Participa da guerra popular que se desenvolve em todo país contra a ditadura de Fugênico Batista. O movimento armado iniciou na Sierra Maestra, mas se alastra por todo o país, com ampla participação popular. A liderança do processo revolucionário estava organizada pelo movimento de 26 de julho. E havia também a participação do Partido socialista cubano(fundado por José Martí) e pela Frente Estudantil Revolucionária. Che, que havia sido recrutado para ser médico, vai se destacando nas atividades e se transforma em comandante, sendo responsável pela coluna que tomou Santa Clara(uma das principais cidades do país).
1959- Triunfo da revolução cubana. O ditador Fugênico Batista foge do país, e iniciam-se as transformações sociais em Cuba, com a reforma agrária, a reforma urbana, etc... Che participa do novo governo, ocupando cargos como Ministério de Indústria e Comércio, Presidente do Banco Central, etc...
1960/64- Participa ativamente do processo de construção do socialismo em Cuba. Ocupa diversos cargos públicos. E defende sobretudo a idéia dos mutirões populares, e do trabalho voluntário como forma de resolver rapidamente os principais problemas do povo cubano. Assim, participa de mutirões de construção de casas populares, de escolas, mutirões de colheita de cana, etc...
1964- Teve enorme repercussão internacional a participação de Che na Plenária da ONU, fazendo um discurso anti-imperialista e de apoio à luta do Vietnã.
1965- Renuncia a todos os cargos no governo de Cuba. Parte com um grupo de revolucionários cubanos, para o Congo, para ajudar o movimento revolucionário daquele país, onde a ditadura imposta pelos Estados Unidos, recém havia assassinado Patrício Lumumba, o principal dirigente daquele país. A correlação de forças era muito inferior, e Che regressa para a América Latina. (Os revolucionários do Congo seguiram sua luta, mas somente agora, depois de 30 anos conseguiram derrubar o Ditador Zaire, e implantaram uma democracia popular).
1966- Parte para a Bolívia para incorpora-se ao movimento revolucionário.
1967- No dia 8 de outubro é preso no povoado de La Higuera, interior da Bolívia, e em seguida, por ordens da CIA, fuzilado friamente no interior de uma pequena escola rural.Tinha 39 anos!



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h54
[] [envie esta mensagem]



FIDEL CASTRO
Político cubano (1926-).
Lidera a Revolução Cubana em 1959 e, desde então, governa o país. Filho de um rico fazendeiro espanhol, Fidel estuda Direito e começa a se destacar na política em manifestações contra o ditador Fulgêncio Batista. Como advogado, defende gratuitamente camponeses, operários e prisioneiros políticos. É preso em 1953, depois de uma tentativa de golpe, e condenado a 15 anos de prisão. Anistiado em 1958, vai para o México onde arquiteta um novo golpe contra Batista. Volta a Cuba e instala um quartel rebelde em Sierra Maestra. Em dois dias de luta contra o exército, derruba o governo e toma o poder. Grande orador, ganha apoio da população insatisfeita com o ditador.
Inicialmente sem clara definição ideológica, o movimento rebelde era famoso simplesmente por querer derrubar a ditadura de Batista. À medida que seu governo toma rumo socialista, com grande influência do argentino marxista Che Guevara, Fidel se opõe também aos Estados Unidos, que decretam o bloqueio comercial ao país em 1960 e rompem relações diplomáticas em 1961. Isolada do Ocidente, Cuba passa a depender economicamente da União Soviética e transforma-se definitivamente em um país de regime socialista.
Com o colapso da União Soviética, Fidel admite a necessidade de reformar a economia cubana, devastada por uma longa e persistente crise, e adota procedimentos clássicos de regimes capitalistas, especialmente a formação de joint ventures com empresas estrangeiras. Mesmo assim, declara à imprensa em dezembro de 1994 que não pretende transformar Cuba numa democracia de estilo ocidental



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h52
[] [envie esta mensagem]



"É preciso sonhar mas com a condição de crer em nosso sonho, de observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos, acredite neles."

(Lenin)



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h51
[] [envie esta mensagem]



KARL MARX
Filósofo alemão (1818-1883).
Criador das teorias do materialismo histórico e da luta de classes. De origem judaica, nasce em Trier, e estuda Filosofia nas universidades de Berlim e Iena. Em 1842, assume a chefia da redação do jornal Rheinische Zeitung, em Colônia, onde escreve artigos radicais em defesa da democracia. Muda-se para Paris dois anos depois e conhece Friedrich Engels, a quem se associa até o fim da vida. Em 1848, ano das revoluções populares na França e na Alemanha, publica o Manifesto Comunista, escrito em parceria com Engels. Afirma que a solidariedade internacional dos trabalhadores em busca de sua emancipação deve superar o poder dos Estados nacionais. Prega uma revolução internacional que derrube a burguesia e o capitalismo e implante o comunismo – uma sociedade sem classes. Expulso de Paris, fixa residência em Londres, onde passa a estudar História e Economia na Biblioteca do British Museum. Escreve artigos para a imprensa e vive precariamente, sempre ajudado por Engels. Em 1864, colabora na fundação do movimento pró-socialista 1ª Internacional, a Associação Internacional dos Operários. Participa também da fundação do Partido Social-Democrático alemão – proscrito em 1875. Em 1867, sai o primeiro volume de sua obra mais importante, O Capital. Nela, expõe os principais conceitos do que ficou conhecido como marxismo: as teorias do valor, da mais-valia e da acumulação do capital. Os volumes seguintes de O Capital só são conhecidos depois de sua morte no exílio em Londres.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h49
[] [envie esta mensagem]



FRIEDRICH ENGELS
Filósofo e socialista alemão (1820-1895).
Principal colaborador de Karl Marx na elaboração das teorias do materialismo histórico. Filho de um rico industrial de Barmen, Alemanha.
Na juventude fica impressionado com a miséria em que vivem os trabalhadores das fábricas de sua família. Ainda estudante, adere às idéias de esquerda e se aproxima de Marx. Assume por alguns anos a direção de uma das fábricas do pai, em Manchester, e suas observações nesse período formam a base de uma de suas obras principais: A Situação das Classes Trabalhadoras na Inglaterra, publicada em 1845. Muitos de seus trabalhos posteriores são produzidos em colaboração com Marx, embora escreva sozinho algumas das obras mais importantes do que viria a se chamar de teoria marxista. Entre elas estão A Evolução do Socialismo de Utopia a Ciência (1882), A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1884), Anti-Duhring (1892), Revoltas Camponesas na Alemanha (1926), Revolução e Contra-Revolução na Alemanha (1933) e Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Alemã (1934).



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h48
[] [envie esta mensagem]



LEON TROTSKY
Nome pelo qual é conhecido o revolucionário e teórico russo Lev Davidovitch Bronstein (1879-1940).
Nascido na Ucrânia numa família de agricultores judeus, combate o regime czarista desde os 17 anos. Preso e deportado para a Sibéria, consegue fugir e exila-se até 1905, quando retorna para a primeira revolta contra a monarquia. Preside o soviete de Petrogrado até a derrota da Revolução de 1905, em dezembro. Novamente deportado, foge da Sibéria, em 1907, e fica no exílio até março de 1917. De volta à Rússia, reassume o soviete de Petrogrado. Com a vitória bolchevique em outubro, torna-se comissário das Relações Exteriores e assina acordo de paz com a Alemanha. Em 1918, como comissário da Guerra, organiza o Exército Vermelho na guerra civil com os contra-revolucionários. Com a morte de Lenin em 1924, disputa o poder com Josef Stalin. Perde e é expulso do Partido Comunista, em 1927. É deportado para a Turquia em 1929. Passa por vários países até chegar ao México, em 1937, onde é assassinado em agosto de 1940 pelo agente stalinista Ramón Mercader.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h44
[] [envie esta mensagem]



LENIN
Estadista e revolucionário russo (1870-1924).
Líder da Revolução Russa, criador da União Soviética. Seu verdadeiro nome é Vladimir Ilitch Ulianov. Filho de um professor, nasce em Simbirsk, atual Ulianovsk. Começa a estudar Direito na Universidade de Kazan em 1887 e logo é expulso acusado de agitação política. Naquele ano, um de seus irmãos é enforcado por conspirar contra o czar Alexandre III.
Retira-se para a casa de seu avô e estuda marxismo. Volta à universidade e se forma em 1891. Muda-se, em 1893, para São Petersburgo, onde se dedica à propaganda comunista nos bairros operários. Preso e deportado para a Sibéria , lá permanece até 1900. Parte para a Suíça e lança o jornal Iskra (A Centelha) em 1901. Nele, passa a usar o pseudônimo Lenin.
É um dos fundadores do Partido Operário Social-Democrata Russo. Torna-se, em 1903, o principal líder dos bolcheviques, a ala do partido que defende a aliança operário-camponesa para tomada do poder. A Revolução de 1905 leva o czar a instalar uma versão limitada de monarquia constitucional. Mas Lenin vê-se obrigado a se exilar na França e na Suíça, continuando a propaganda contra o czarismo. Em 1912, ainda no exílio, dirige a criação do jornal clandestino Pravda (A Verdade) em São Petersburgo. Em 1916, escreve O Imperialismo, Etapa Superior do Capitalismo. Para ele, os países industrializados mantêm-se em permanente expansão econômica. Já os atrasados, fornecedores de matéria-prima, estão condenados à dependência eterna em relação aos primeiros.
Quando o czar Nicolau II é deposto em fevereiro de 1917, Lenin está em Zurique. Sua volta à Rússia é ajudada pelos alemães. Em outubro, dirige o golpe bolchevista e instala o Estado soviético. Em O Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo (1920), critica as deformações de comportamento na militância. Em 1921, introduz a Nova Política Econômica, vista pelos adversários como um retorno ao capitalismo. Em 1923, sofre um derrame do qual nunca se recuperou totalmente. Morre no ano seguinte. Seu corpo, embalsamado, permanece em exposição num mausoléu perto do Kremlin, em Moscou.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h42
[] [envie esta mensagem]



JÁ QUE O ASSUNTO DO MOMENTO É O DIA DA CONSCIENCIA NEGRA!!!

"O único modo de encontrarmos liberdade para nós é nos identificarmos com os povos oprimidos do mundo. Somos irmãos de sangue dos povos do Brasil, Venezuela e Cuba."

                                                (Malcolm X)

Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h39
[] [envie esta mensagem]



 

MUMIA ABU-JAMAL
Quem é Mumia Abu-Jamal?
Hoje, tomar partido pela justiça e contra o racismo é tratar do caso de Mumia Abu-Jamal.
O que está em jogo?
Em 1995, Mumia Abu-Jamal estava a dez dias da execução, quando um clamor mundial forçou o governo norte-americano a voltar atrás e conceder uma suspensão da execução. Mesmo assim, Mumia permanece sob ordem judicial de execução e o resultado final depende de nossas ações.
No século 20, em apenas duas ocasiões, ocorreram execuções judiciais de dissidentes políticos nos Estados Unidos. A última delas foi há 40anos atrás com os Rosenbergs. E o governo não ousou levar adiante a execução legal de um importante revolucionário negro desde os tempos da escravidão. Deixá-los levar adiante tal ato em nossos dias levaria uma mensagem influente e deprimente à sociedade. Afetaria o clima político dos próximos anos. O caso de Mumia Abu-Jamal concentra questões referentes à criminalização dos negros, da supressão da divergência de opiniões, da expansão da pena de morte, da supressão dos direitos dos acusados e uma atmosfera política baseada na culpa e na punição dos mais oprimidos.
A Conspiração
Mumia era um proeminente jornalista que liberava as ondas do rádio para as vozes raivosas e angustiadas dos oprimidos. Em represália, foi acusado injustamente pela polícia da Filadélfia por assassinato.
Em Dezembro de 1981, Mumia foi baleado por um policial da Filadélfia e quase morreu quando chegou à cena do espancamento do seu próprio irmão. O policial também foi baleado e morto e testemunhas viram dois homens fugindo do local. Ainda assim, quando a polícia chegou ao local, espancaram Mumia antes de levá-lo ao hospital. Quando descobriram que se tratava de um importante crítico do Departamento de Polícia, foi imediatamente acusado de assassinato.
O irmão de Mumia e testemunhas dos aconteceimentos foram posteriormente perseguidos e levados para fora da cidade. Nenhuma tentativa de identificação dos homens vistos fugindo do local do crime foi feita. E o policial morto tinha em seu poder a carteira de motorista de um terceiro homem. Mas era apenas Mumia que eles queriam. Quando as pessoas começaram a questionar as acusações contra Mumia, a polícia divulgou dois meses após o incidente a absurda estória de que Mumia havia confessado na emergência do hospital e que eles haviam simplesmente esquecido de mencionar este detalhe ou colocá-lo em seus relatórios. Os relatórios e o médico responsável pela emergência dizem que isso nunca ocorreu. Mumia foi posteriormente barrado da maior parte de seu próprio julgamento por protestar contra um incompetente advogado de defesa que havia sido indicado pela própria corte de justiça, que posteriormente foi excluido do foro.
Onze recusas prévias foram feitas para retirar quase todos os negros do júri. Evidências indispensáveis foram negadas à defesa, testemunhas foram intimidadas e o projétil fatal desapareceu dos arquivos da polícia. A motivação política da acusação tornou-se clara quando o promotor pediu a pena de morte lendo citações revolucionárias dos escritos políticos de Mumia. Num depoimento recente, uma testemunha de acusação do primeiro julgamento revelou que havia mentido sob coação da polícia. Em represália, ela foi presa no tribunal ao sair do assento de testemunhas de um antigo caso cujo mandado de segurança era de outro estado e do qual ela não sabia nada. Tudo isso acontece num cenário de um enorme escândalo policial na Filadélfia. Dezenas de pessoas foraa libertadas da prisão porque haviam sido originalmente condenadas em função de falsas evidências fabricadas pela polícia
A Política por trás disso
Mumia passou mais de 15 anos na prisão encarando a execução por um crime que não cometeu. Em 1995 foi posto em prisão disciplinar por ter escrito um livro, Live From Death Row (Ao Vivo do Corredor da Morte). O esquema policial para incriminar Mumia ocorre ao final dos turbulentos anos 60 e 70, quando o governo declarou guerra ao "Black Panther Party" (Partido dos Panteras Negras) e aos ativistas negros em geral.
Na Filadélfia, durante a administração do prefeito Frank Rizzo, muito disso concentrou-se na guerra entre a administração municipal e a militância do grupo MOVE. Uma guerra que culminou no ataque à bomba da polícia em 1985 à sede da MOVE quando 11 ocupantes foram mortos (incluindo 5 crianças) e no incêndio de 60 casas da vizinhança. Mumia havia exposto um ataque anterior da polícia contra a MOVE e permitido que os ativistas da MOVE apresentassem o seu lado da história no seu programa. Antes disso ele havia sido um membro fundador e Ministro da Informação do Partido dos Panteras Negras na Filadélfia. Quando os advogados de Mumia obtiveram cópias dos arquivos em seu nome no FBI, descobriram que ele estava sendo vigiado desde os 15 anos de idade!



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h38
[] [envie esta mensagem]



 

Stephen Bantu Biko (18 de dezembro de 1946 - 12 de setembro de 1977) foi um conhecido ativista do movimento anti-apartheid na África do Sul, durante a década de 1960.

Insatisfeito com a União Nacional de Estudantes Sul-africanos (National Union of South African Students((en))), da qual era membro, participou da fundação, em 1968, da Organização dos Estudantes Sul-africanos (South African Students' Organisation). Em 1972, tornou-se presidente honorário da Convenção dos Negros (Black People's Convention).

Em março de 1973, no ápice do regime de segregação racial (Apartheid), foi "banido" , o que significava que Biko estava proibido de comunicar-se com mais de uma pessoa por vez e, portanto, de realizar discursos. Também foi proibida a citação a qualquer de suas declarações anteriores, tivessem sido feitas em discursos ou mesmo em simples conversas pessoais.

Em 6 de setembro de 1977 foi preso em bloqueio rodoviário organizado pela polícia. Levado sob custódia, foi acorrentado às grades de uma janela da penitenciária durante um dia inteiro e sofreu grave traumatismo craniano. Em 11 de setembro, foi embarcado em veículo policial para transporte para outra prisão. Biko morreu durante o trajeto e a polícia alegou que a morte se devera a "prolongada greve de fome empreendida pelo prisioneiro".

Em 7 de outubro de 2003, autoridades do Ministério Público Sul-africano anunciaram que os cinco policiais envolvidos no assassinato de Biko não seriam processados, devido a falta de provas. Alegaram também que a acusação de assassinato não se sustentaria por não haver testemunhas dos atos supostamente cometidos contra Biko. Levou-se em consideração a possibilidade de acusar os envolvidos por Lesão Corporal seguida de morte, mas como os fatos ocorreram em 1977, tal crime teria caducado (não seria mais passível de processo criminal) segundo as leis do país.


 



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h25
[] [envie esta mensagem]



 

AGOSTINHO NETO
Nasceu em Catete, Angola, em 1922, faleceu em 1979.
Estudos primários e secundários em Angola, licenciado em Medicina pela Universidade de Lisboa.
Em Portugal, sempre esteve ligado à atividade política, onde com Lúcio Lara e Orlando de Albuquerque fundou a revista Momento , em 1950. Como aconteceu a outros escritores africanos foi preso e desterrado para Cabo Verde, tendo mais tarde conseguido a fuga para o continente. Poeta de alta qualidade literária e presidente do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola)comandou a guerrilha para libertação de Angola, derrotando não apenas as tropas coloniais portuguesas, mas derrubando o regime salazarista na então metrópole.
Foi o primeiro presidente da República Popular de Angola.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h23
[] [envie esta mensagem]



MALCOLM X
Líder negro estadunidense (1925-1965).
Malcolm Little, filho de um pastor da igreja batista tem sua infância marcada pela violência branca, principalmente por parte do Ku-Klux-Klan, o qual atacava a casa e a igreja de seu pai, até conseguir assassiná-lo em 1931.
Sua mãe em 1939 é internada em um sanatório e Malcolm passa a viver em casas de correções de menores e em lares de famílias brancas. Mesmo com todos esses problemas Malcolm sempre se mostrou inteligente e estudioso.
Malcolm, indignado com a falta de oportunidade que os negros possuíam, resolveu optar pelo caminho da marginalidade. Roubou, traficou drogas e até mesmo participou de agenciamento de prostitutas. Até que acabou sendo preso em 1946. Começava ali a mudança na vida de Malcolm Little, o qual entrava para o Islamismo, mudava de nome para El-Hajh Malik El-Shabbazz ou simplesmente Malcom X. Entrava também para o grupo Black Muslims (Muçulmanos Negros), o qual pregava a luta violenta contra o racismo. Acabou sendo preso.
Liberto da cadeia em 1952, Malcolm X passou a ministrar palestras em várias cidades norte-americanas. Seu ódio pelo racismo aumentava cada vez mais, o que fez desencadear diversos conflitos que resultaram em várias mortes. Em 1963, rompeu com os Black Muslims para se dedicar a criação de sua própria ordem. Continuou suas pregações pelos E.U.A. e escreveu artigos em diversos jornais sustentando o orgulho negro. Acreditava que para combater o violento racismo só usando da mesma força contra eles, pois os brancos não cediam às reivindicações do movimento negro. Até que em 21 de fevereiro de 1965, antigos correligionários do Black Muslims assassinam Malcom X. Como herança Malcolm deixa sua autobiografia para os Black Panthers (Panteras Negras), grupo revolucionário na luta pelo nacionalismo negro.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h22
[] [envie esta mensagem]



 

MARTHIN LUTHER KING JR.
Líder negro estadunidense (1929-1968).
Filho de um pastor da igreja batista, desde cedo seguia um forte ritmo de estudo o que fez com que conseguisse aos 15 anos ser admitido para o bacharelado de sociologia, o qual cursaria durante 4 anos.
Decidindo seguir a carreira de pastor aperfeiçoou os ensinamentos que aprendera desde pequeno: nunca sentir-se inferior aos brancos e amá-los sempre, mesmo com toda a violência sofrida.
Cada vez com uma fé maior, Luther King, resolve atuar na luta contra o racismo e ir para Boston fazer doutorado em Teologia.
Sempre acreditando no diálogo entre as raças foi escolhido para ser presidente de uma associação criada para realizar um boicote contra a segregação racial nos ônibus em 1955. King, teve sua casa bombardeada pelos defensores da "supremacia branca", mesmo assim venceu com sucesso e depois de 381 dias a Corte Suprema declarou a inconstitucionalidade da lei de segregação racial dentro dos ônibus do Alabama. Essa vitória tornou King famoso e fez com que aumentasse a importância de seus discursos. Usando os mesmos métodos de Gandhi afirmava que a única forma moral e prática para as pessoas oprimidas lutarem pela liberdade é a não-violência. Mesmo sem ser agressivo, foi preso em 1963 por comandar uma manifestação pedindo o fim da segregação em muitos estabelecimentos públicos de Alabama. Em 28 de agosto de 1963, Martin Luther King realizou com mais de 200 mil pessoas a famosa "Marcha para Washington", onde proferiu seu mais famoso discurso, "I have a dream", no Lincoln Memorial, pedindo uma sociedade com igualdade racial. Em 1964 com 35 anos ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Segundo ele, o Nobel não significou apenas uma honra pessoal, mas o reconhecimento internacional ao movimento não-violento pelos direitos civis. King protestou muito também contra a Guerra do Vietnã, dizendo que o dinheiro gasto na guerra deveria ser investido no combate à miséria e a discriminação. Em 1965, King conseguiu outra vitória com a aprovação da Lei do Direito do Voto para os negros. Só que em 1968, Martin Luther King foi vítima fatal da violência que tanto combatia, sendo assassinado na sacada do Motel Lorraine. Sua morte provocou revoltas de negros por várias partes dos Estados Unidos.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h19
[] [envie esta mensagem]



 

NELSON MANDELA
Os 30 anos que passou na cadeia não deram a Nelson Mandela sentimentos de vingança. Um dos seus maiores desgostos, após a sua libertação da cadeia de Robben Island, em 1990, foi ter- se esquecido de agradecer aos seus carcereiros.
Desta forma, ninguém se surpreendeu que, após ter vencido as primeiras eleições multi- raciais de 1994, Mandela telefonasse diversas vezes aos seus ex- captores para se aconselhar sobre a melhor forma de construir uma sociedade racialmente integrada e politicamente democrática.
Filho adoptivo de um chefe da tribo Thembu, Mandela foi educado com o sentido de vir a dirigir a sua tribo. Mas a exemplo de todos os não- brancos da África do Sul, Mandela depressa se apercebeu dos dolorosos efeitos do apartheid, o sistema legal que obrigava à separação de raças no seu país. As injustiças que testemunhou levaram- no a seguir a carreira política e judicial. O jovem estudante universitário foi suspenso por se ter juntado a um boicote de protesto. Mudou- se para Joanesburgo, onde terminou o curso universitário por correspondência, e juntou- se ao Congresso Nacional Africano (ANC), um movimento nacionalista negro.
Mandela ajudou a escrever os princípios políticos do ANC, que pediam a redistribuição de terras, direitos de associativismo sindical, e educação gratuita e obrigatória. Em 1952, Mandela viajava por todo o país recrutando voluntários para uma campanha de desobediência civil a nível nacional. Depois de ter sido detido e condenado pela organização da campanha, Mandela ficou com residência fixa em Joanesburgo. Aí passou o exame de advocacia, e juntamente com o seu amigo e activista Oliver Tambo, fundou a primeira agência de advogados negros na Africa do Sul.
Neste período, Mandela construiu o Plano M, que organizou os membros do ANC numa rede nacional clandestina. À medida que Mandela emergia como líder natural do ANC, o Governo começou a apertar o cerco ao jovem advogado. Em 1961, Mandela entrou na clandestinidade e fundou a Umkhonto we Sizwe, a ala armada do ANC.
No regresso de uma viagem ilegal ao exterior, onde tratou de todos os detalhes envolvendo treino de guerrilha, Mandela foi detido e condenado por ter saído do país sem autorização e incitamento à greve. Mais tarde seria condenado por sabotagem e conspiração para derrubar o governo, recebendo a pena de prisão perpétua. Nos 27 anos de detenção, Mandela galvanizou o apoio contra o apartheid em todo o Mundo, tornando- se um símbolo da igualdade de direitos e da justiça.
Após a sua libertação, em 1990, teve um papel pivotal como presidente do ANC nas negociações que conduziram ao fim do apartheid. Em 1993 dividiu o Nobel da Paz com o Presidente Sul- Africano F.W. de Clerk, e um ano mais tarde, aos 75 anos de idade, foi eleito Presidente da África do Sul.
Entre cânticos de "Poder para o Povo!", Mandela assinou a nova constituição do País, que defende a defesa dos direitos humanos e a anti-discriminação.
Mandela deixou o cargo de Presidente em 1999, depois de ter preparado durante ano o Vice- Presidente Thabo Mbeki, para seu sucessor.
Ao abandonar a presidência, Mandela deixou um país ainda perturbado pelo ódio racial, enorme pobreza e uma altíssima taxa de criminalidade. Mas continua o mais adorado homem do país, sendo creditado pela positiva transição da tirania para a democracia, e pelo empenho na promoção da reconciliação que salvou o país de um imenso banho de sangue.
Depois de um complicadíssimo divórcio de Winnie Madikizela em 1996, casou com Graça Machel, viúva do ex- Presidente de Moçambique Samora Machel, no dia do seu 80º aniversário.
Após a reforma, disse que queria apenas aproveitar a paz e a liberdade que levou uma vida inteira a conseguir, na sua aldeia natal de Eastern Cape, passar muito tempo com a sua mulher e com os netos, e escrever as sua memórias.



Escrito por sem_perder_a_ternura às 19h04
[] [envie esta mensagem]




ZUMBI DOS PALMARES
Líder negro brasileiro.
Filho de escravos nascido no Quilombo dos Palmares.
Foi capturado e dado de presente ao padre Antônio de Melo.
Do padre recebia tratamento diferenciado dos negros da senzala.
Aprendeu a ler e recebeu boa educação.
Seu nome era Francisco em homenagem a São Francisco de Assis.
Mesmo não sendo mal tratado, nunca se deu por satisfeito, tinha grande vontade de voltar para perto de seus companheiros, até que resolveu fugir de volta para seu quilombo, onde assumiu o nome de Zumbi e conquistou grande popularidade devido a sua inteligência, bravura e força.
Mais tarde se tornou o novo rei de Palmares, depois de participar da derrubada e morte do atual rei, Ganga Zumba, que estava traindo os palmarinos.
O governo de Zumbi foi marcado por guerras contra a corte. Muitos soldados da coroa o julgavam imortal, pois aparecia sempre vitorioso quando menos esperavam.
Só que Jorge Velho, com 9.000 homens, destruiu a capital do quilombo, mesmo assim, Zumbi sobreviveu e continuou atacando engenhos, até ser traído por um de seus melhores amigos, Antônio Soares, que não só o entregou como encravou um punhal em seu estômago.
Zumbi morreu no dia 20 de novembro. Essa data hoje é marcada como o Dia da Consciência Negra.


Escrito por sem_perder_a_ternura às 18h55
[] [envie esta mensagem]



"A humanidade sempre conviveu com tiranias, alguns pareceram que durariam pra sempre, mas sempre passaram, sempre. No fim só sobrevive o que é fundamentado na verdade e não há verdade sem liberdade!"



Escrito por sem_perder_a_ternura às 20h23
[] [envie esta mensagem]




[ ver mensagens anteriores ]